terça-feira, 11 de novembro de 2008

Penso que o artista se tornou uma figura suspeita. Acima de tudo porque ele tem se limitado as antigas disciplinas: o artista tem que ser pintor, escultor, bailarino, poeta ou qualquer outra coisa que as pessoas consideram cultural. Em nada me refiro a isso. A proposta de que toda pessoa é um artista exige muito mais das pessoas do que os artistas podem atingir, em última instância, quando pintam quadros maravilhosos. Concordo, é importante, mas para o futuro da humanidade não é determinante. O que é crucial é ligar a palavra artista com todas as pessoas simplesmente com seu próprio trabalho. E o que é então evidente é que a forma de alcançar a chamada arte não é o que é melhor para a arte. O conceito ampliado de arte implícito em toda pessoa é um artista não é simples, apesar de ser muito necessário para a arte. No sentido antropológico da arte, um lixeiro cumpre tudo isso antes que um pintor, mas isso permanece em aberto. Não sabemos quem cumpre isso em seu posto de trabalho. No momento, parece que os artistas são os mais reticentes. (Joseph Beuys) extraído do livro Pensar Cristo de Friedhelm Mennekes

 

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